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Levantamento com base na nota fiscal eletrônica aponta queda nos preços do ovo e café em junho no RS

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A imagem apresenta o logotipo do projeto “Preços Dinâmicos” da Receita Estadual do Rio Grande do Sul. No centro, há um ícone de carrinho de compras estilizado em laranja, com linhas que sugerem movimento para a direita. Abaixo do ícone, está o texto “Preços Dinâmicos” em letras grandes e azul-escuras, seguido de “Receita Estadual RS” em laranja. No canto inferior direito, aparece a marca do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, com três perfis humanos coloridos (verde, vermelho e amarelo) e o texto “Governo do Estado do Rio Grande do Sul – Secretaria da Fazenda”. O fundo é branco com textura leve que lembra papel amassado.
Boletim de Preços Dinâmicos acompanha a variação de preços de 80 alimentos no varejo gaúcho - Foto: -

Arroz e feijão alcançaram o menor preço dos últimos 12 meses

O Preço da Cesta de Alimentos da Receita Estadual (PCA-RE) permaneceu estável em junho, calculado em R$ 294,96, o que representa uma variação positiva de 0,05% na comparação com o mês anterior. Nos últimos 12 meses, o valor médio teve um aumento de 4,38%, índice inferior à inflação de alimentos registrada pelo Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo IBGE em junho, que ficou em 6,94%.

O PCA-RE regionalizado também apresentou poucas oscilações em relação a maio. A Serra registrou a maior alta, com uma elevação tímida de 0,70%. Já a queda mais expressiva ocorreu na Fronteira Noroeste, com recuo de 1,67%. A cesta dos alimentos na Região Metropolitana se manteve estável, fechando junho a um preço médio de R$ 303,47.

Os números estão publicados na última edição do Boletim de Preços Dinâmicos, divulgado mensalmente pela Secretaria da Fazenda, por meio da Receita Estadual. O levantamento, inédito no país, usa como base os preços registrados nas notas fiscais emitidas pelo varejo para calcular o preço médio dos alimentos no Estado, com recortes por região. O boletim acompanha a variação do valor de 65 alimentos, divididos em 12 grupos, que correspondem aos principais itens de consumo das famílias gaúchas. 

Entre os grupos, as frutas registraram a maior queda de preços, com retração de 7% no valor médio em relação a maio. A retração foi puxada principalmente pela laranja e bergamota, que assinalaram redução de 22,7% e 22,0%, respectivamente. A laranja, que foi vendida a um preço médio de R$ 5,40 o quilo em junho, chegou ao seu menor nível de custo nos últimos 12 meses.

Em ritmo de queda, o preço dos cereais e leguminosas recuaram 3,66% em junho. Vendido a um preço médio de R$ 3,98 o quilo, o valor do arroz segue em declínio. O cereal teve uma queda de 4,78% em junho – no acumulado do ano a retração já chega a 27,61%. O feijão preto também teve recuo de 1,67%, sendo encontrado no varejo a uma média de R$ 5,89 o quilo. No acumulado do ano, a redução ultrapassa o patamar de 30%. O arroz e feijão, uma das misturas preferidas das famílias, estão em seu menor nível de preço dos últimos 12 meses.

O grupo de aves e ovos também assinalou recuo médio mensal de 1,47% no período. No Vale do Jaguari, a queda chegou a quase 8%. De acordo com o levantamento, apenas duas regiões do Estado – Produção e Alto Jacuí – tiveram elevação no preço dos itens que compõe o grupo. O preço do ovo de galinha puxou a fila de recuo, com queda de 7% em junho, freando a sequência de aumentos recentes. A retração pode ser explicada, entre outros fatores, pelo aumento da oferta do produto no mercado local devido ao bloqueio das exportações para alguns países, imposto por regras sanitárias após o diagnóstico do caso de gripe aviária em uma granja de Montenegro.

O preço do café moído, que também vinha pressionando o orçamento das famílias, teve um recuo médio mensal de 2,61% no Estado, sendo vendido a um preço médio de R$ 64,08 o quilo em junho. Na região das Hortênsias, que registra a cesta de alimentos mais cara do RS, o recuo foi de 10% no preço do café – a maior queda regional do produto. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, a queda foi de 2,68%, acima da média estadual.

App Menor Preço ajuda a economizar nas compras

O aplicativo Menor Preço Nota Gaúcha, desenvolvido pela Receita Estadual, pode ser um aliado para poupar na compra de alimentos. Gratuito, o app permite que o consumidor pesquise o preço mais baixo praticado pelo varejo para cada item. A busca pode ser feita por proximidade, num raio entre 1 a 30 quilômetros, o que ajuda a reduzir o custo de deslocamento e a fomentar o comércio local. Ao clicar no resultado da pesquisa, o usuário tem acesso ao endereço e ao telefone da loja, o que pode ajudar a confirmar o preço praticado e evitar deslocamentos desnecessários.

Passo a passo para utilizar o aplicativo Menor Preço

  • Baixe o Aplicativo Menor Preço Nota Gaúcha, disponível nas plataformas Android e iOS. Para a utilização dos serviços, é necessário o cadastro no programa Nota Fiscal Gaúcha, o que pode ser feito por qualquer cidadão.
  • Informe o produto que você deseja pesquisar por meio de sua descrição, marca ou código de barras.
  • Filtre os resultados pelo raio máximo de distância da sua localização e pela data que o preço foi praticado.
  • Encontre os menores preços mais próximos de você. Como o mecanismo mostra o preço de acordo com a última nota de venda do produto emitida com CPF pelo estabelecimento, é importante verificar a data e horário em que a nota foi processada.

Texto: Rodrigo Azevedo/Ascom Sefaz

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